Em 2020 houve a redução de 42% pela procura de exames que diagnosticam a doença. Médico do Hospital Santa Marta alerta sobre a necessidade de manter a visita regular especializada, para o diagnóstico precoce, essencial para a cura do câncer de mama

 

 

A cada ano, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), são diagnosticados cerca de 66 mil casos de câncer de mama no Brasil – doença que é a principal causa de morte por câncer no público feminino no país, e que ceifou a vida de 17,5 mil mulheres no ano passado.

 

A estatística pode trazer números ainda mais alarmantes, já que durante a pandemia de Covid-19, a quantidade de mamografias realizadas pelas mulheres teve um declínio considerável. Levantamento da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) indicou que, em 2020, houve uma redução de 42% nos exames de rastreio da doença pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

 

Mesmo no período recluso de pandemia, cuidar da saúde deve ser uma premissa, uma vez que, quando diagnosticado em fases iniciais, o câncer de mama, em boa parte dos casos, aumenta as chances de tratamento e cura. É o que indica o ginecologista e obstetra do Hospital Santa Marta, Dr. Fernando Mota.

 

De acordo com o médico, independente da idade, todas as mulheres devem ser estimuladas a conhecer o corpo, a fim de identificar possíveis alterações. “Com o acompanhamento médico é possível minimizar riscos à saúde”, afirma Dr. Fernando Mota.

 

O especialista destaca que vale ficar de olho nos primeiros indícios que apontam para o problema, como caroço endurecido, fixo e geralmente indolor, alterações no bico do peito, pequenos nódulos na axila ou no pescoço, saída espontânea de líquido de um dos mamilos, pele da mama avermelhada, retraída ou parecida com casca de laranja.

 

Mas, a doença também pode ser silenciosa. Por isso, é necessário um bom acompanhamento médico, para avaliar os riscos de desenvolver o câncer de mama e propor o tratamento mais adequado, que pode ser cirúrgico, por radioterapia, quimioterapia, hormonioterapia e terapia biológica.

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Vale lembrar que existem fatores de risco para a doença, como tabagismo, obesidade, distúrbios endócrinos e alcoolismo. Então, se você possui um desses fatores, tenha cuidados redobrados, tudo bem?

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